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É domingo, começo de noite e um frio de causar solidão


É domingo, começo de noite e um frio de causar solidão em qualquer pessoa desiludida com o amor. Esse frio causa também uma enorme vontade de comer doce, mas o único doce que encontro ao abrir a geladeira, é a outra metade da barra de chocolate que você me deu. Está bom, estou mentindo. Tem leite condensado, também.

É domingo, começo de noite e um frio de causar solidão em qualquer pessoa desprotegida de uma bela coberta quente e pesada. Esse frio causa também uma enorme vontade de ver comédia romântica, mas o problema é que qualquer filme, qualquer cena, qualquer troca de diálogo, me faz involuntariamente pensar em você e colocar a gente em qualquer situação cinematográfica, pois somos um tanto de coisas o tempo todo.

É domingo, começo de noite e um frio de causar solidão em qualquer pessoa sonhadora. Esse frio causa também a avalanche de lembranças de uma hora ter chegado a imaginar você aqui do meu lado, d’baixo desta coberta quente e pesada e dividindo comigo, a outra metade da barra de chocolate que me deu. Talvez até misturando com leite condensado, pois com você quanto mais melhor, somos um tanto de coisas o tempo todo.

É domingo, mais um domingo. Começo de mais uma noite e mais um dia frio. Essa solidão, eu sei que é passageira. Sou positiva de mais, você disse isso. Porém... não esqueço que posso quebrar a cara a qualquer momento. A questão é que quero pagar para ver. Não acredito que talvez não seja pra ser. Tem que ser! Deitada aqui d’baixo dessa coberta, sentindo esse frio, quando olho para o futuro eu vejo você.

É domingo, somente mais um domingo, começo de mais uma noite e um frio de causar solidão. Lembro-me dos tantos domingos que já passei assim, das tantas noites incertas e dos tantos frios na barriga que me causaste. É passageiro, moça. Tudo tem seu tempo. E eu vou ficar aqui, d’baixo da coberta quente e pesada esperando você ter a certeza que pode chegar e bater à porta do meu coração, mesmo já estando nele. 

Quando te vi pela primeira vez

 



Foi num dia que seria aparentemente normal, dia 20 de setembro, que te vi pela primeira vez.
Foi durante aquela pequena caminhada até a praça mais famosa da cidade que senti medo,
alegria e ansiedade, juntos pela primeira vez na minha vida. Foi tentando te achar no meio
daquelas pessoas simples que perambulava no centro da cidade que você me achou primeiro.
Foi no susto e no medo que te abracei, tão forte que nem dava vontade de te soltar mais.

Não sei você, mas euzinha aqui senti mais medo do que alegria. Aquelas dúvidas de garotas
que se acham anormais começaram a dominar a minha mente. Perguntas e tentativas de
descobrir o que você estaria pensando, e até então, frustradas. Dúvida. Principalmente em
saber se você, lindo e do jeitinho que sempre achei que fosse, gostaria de mim do jeito que
sou fisicamente e mentalmente.

Foi caminhando ao seu lado até o segundo andar do prédio desconhecido que eu me
perguntava se aquilo estava realmente acontecendo. Quase te pedi três vezes para me dar um
beliscão, só não pedi por causa de mais um medo bobo de você me achar bobona demais.

E aquele segundo abraço? Sim, o segundo. Meu preferido. Ele foi intenso, você me beijou no
rosto pela primeira vez. E eu, apenas desejava silenciosamente que aquelas horas ao seu lado
não passassem tão rápido como passou. E claro, desejava ainda mais que você tentasse me
beijar na boca a força. Que você quebrasse as regras e apenas me desejava tanto quanto eu
estava te desejando. 

Você. O assunto que dominou na minha mente, desde da hora em que te deixei voltar
para a sua cidade. Você é o meu maior desejo. E me culpo ainda mais por não deixar isso
transparecer enquanto estive ao seu lado por quase 4 horas. Você é o que eu mais quero nesse
mundinho, quero o seu amor, a sua presença e principalmente, quero ter mais um bilhão de
primeira vez, ao seu lado.

Foi enquanto te vi pela primeira vez que me senti realizando um sonho pela primeira vez.


--


PS.: Todos os textos publicados aqui no blog são de minha autoria. Eles podem ser verídicos ou não. Lembre-se: Plágio é feio, é crime.

Onze sonhos listados




Perguntaram-me lá no facebook qual seria o meu maior sonho. Pensei bem e comecei a responder, foi aí que percebi que não tinha um maior sonho apenas, e sim vários. - Por que não me conformar e escolher apenas um para enviar? - Isso não foi tão fácil quanto pareceu.

Parei de escrever e contei quantos sonhos eu já tinha ali escrito, eram nove sonhos, um bem diferente do outro, porém com apenas um propósito: Ser feliz. Tá certo que talvez se eu enviasse aquela resposta ao carinha, ele nem iria perceber que no fim das contas o propósito era simples e desejado por todos.

Ele ficou questionando se eu ainda estava aqui atrás do notebook. Fiquei pensando e observando meus sonhos escritos por pelo menos dez minutos, e nesse tempo todo, várias coisas passavam em minha mente como, por exemplo, o fato deu querer existir.

Mas parece que quanto mais eu pensava, mais eu questionava a minha situação: Será que se ele ler meu terceiro sonho da lista, ele achará que estou dando em cima dele? É apenas um sonho ué!

Foi então que resolvi parar com a tensão toda por causa de uma perguntinha boba e apertei enter. Foram enviados meus onze sonhos. Sim, aumentei mais dois sonhos na listinha que deveria conter apenas um.

Logo foi visualizado. Senti um alívio na verdade. E assim percebi que para as outras pessoas não importam a intensidade das palavras e a importância que elas podem trazer para mim. Apenas eu sei o quanto elas são importantes. E os outros? Pois bem, os outros só irão ver as quantidades e assim julga-las a partir disso. Resumindo: Os outros são apenas os outros, vamos deixa-los pensar o que quiserem. Né? 


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